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Aulas abertas do Mestrado em Estudos Luso-Alemães (MELA)

24 Abril, 2017 @ 17:00 - 18:00

2º Ciclo em Estudos Luso-Alemães

Aulas abertas do Mestrado em Estudos Luso-Alemães (MELA)

Sessão inaugural

– dia 24 de abril, 17h00 –

Auditório do ILCH, Campus de Gualtar, Universidade do Minho

«Amamos odiar os alemães» – Antigermanismos 1916 / 2016

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Há 101 anos, Portugal entrou pela primeira vez em guerra contra a Alemanha. Precisamente em 20 e 23 de abril de 1916 publicaram-se decretos que mandaram expulsar do território nacional os súbditos alemães. Num texto intitulado O Monstro Alemão, o poeta Guerra Junqueiro profetizou a aniquilação do Império germânico. O ódio aos boches iria atingir o seu ápice após a derrota na batalha de La Lys, a 9 de abril de 1918. Ao longo dos últimos anos, surgem outros motivos para alimentar sentimentos contra a hegemonia ou a prepotência da Alemanha. Na comunicação social atual, insinua-se de forma mais ou menos explícita de que a política de austeridade imposta aos países do Sul da Europa continua pretensões imperialistas germânicas desmedidas ou, numa versão de discurso essencialista, de que este comportamento deriva de um inato furor teutónicus, Observando a onda de um Antigermanismo renovado, o jornalista Pedro Santos Guerreiro chegou a cunhar a frase de «Amamos odiar os alemães».

Orlando Grossegesse

 

Professor associado da Univ. do Minho. Desde 1990 é docente / investigador nas áreas de Literatura e Cultura Alemãs e Comparadas, Tradução e Comunicação Multilingue. Estudou Filologias Românicas e Comunicação Social na Univ. de Munique (LMU). Em 1989, doutorou-se com uma tese sobre a relação entre conversação e discurso literário na obra de Eça de Queiroz (em livro: Konversation und Roman). Para além da tese, publicou mais de uma centena de artigos nas áreas de Filologias Alemã, Portuguesa, Espanhola e Comparada. As publicações em livro mais relevantes são Saramago lesen. Werk – Leben – Bibliographie (1998; 2ª ed. 2009), atas de colóquios e congressos, entre outras: «O estado do nosso futuro». Brasil e Portugal entre identidade e globalização (2004); com Henry Thorau: À procura da Lisboa africana (2009); com Mário Matos: Zonas de Contacto – Estado Novo / III Reich (2011) e Mnemo-Grafias Interculturais (2012). Atualmente é co-diretor do Mestrado em Estudos Luso-Alemães (Univ. do Minho / Goethe-Universität Frankfurt/Main) e diretor do Centro de Estudos Humanísticos.

 

Detalhes

  • Data: 24 Abril, 2017
  • Hora:
    17:00 - 18:00